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Devir-Água: a última exposição do projeto DESAGUAR inaugura em Vila Nova de Cerveira Sábado, 28 de março, 16h00, Convento de S. Payo
Por Administrador
Publicado em 24/03/2026 15:42 • Atualizado 24/03/2026 15:45
Vila Nova de Cerveira
Bienal de Arte de Cerveira

Devir-Água: a última exposição do projeto DESAGUAR inaugura em Vila
Nova de Cerveira Sábado, 28 de março, 16h00, Convento de S. Payo

 

A exposição “Devir-Água” inaugura no próximo sábado, dia 28 de março, às 16h00, no

Convento de S. Payo, em Vila Nova de Cerveira. Integrada no projeto “DESAGUAR” e

promovida pela Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC), a mostra apresenta os trabalhos

desenvolvidos por seis artistas em residências realizadas em São Miguel (Açores), Loulé e

Vila Nova de Cerveira, propondo uma reflexão sobre a água enquanto matéria, pensamento e

prática artística.

A curadoria é de Mafalda Santos, com a colaboração da restante equipa curatorial do projeto - João

Serrão e Mirian Tavares (Loulé) e Jesse James (Açores) - e assinala um percurso que atravessou

diferentes territórios e regimes hídricos. Segundo a curadora da exposição, Mafalda Santos, “a

exposição assinala o último momento da iniciativa, não como encerramento, mas como estado de

transformação. Depois de os artistas percorrerem Vila Nova de Cerveira, São Miguel e Loulé -

territórios atravessados por diferentes regimes hídricos e memórias sedimentadas – esta mostra

situa-se num tempo intermédio, onde experiências, matérias e narrativas permanecem em

circulação".

Reunindo os trabalhos de Patrícia Oliveira, Ana Maria Pintora, Bertílio Martins, Milita Doré, João

Amado e Margarida Andrade, “Devir-Água” apresenta-se como um espaço de continuidade, onde

experiências, matérias e narrativas permanecem em fluxo, atravessando territórios, memórias e

urgências contemporâneas.

O Presidente da FBAC, Rui Teixeira, destaca a importância simbólica desta exposição: "Este

momento representa o culminar do primeiro projeto em rede apoiado pela Rede Portuguesa de Arte

Contemporânea (RPAC) em que a FBAC é a entidade responsável. A iniciativa evidencia o nosso

compromisso com práticas colaborativas que ligam artistas, territórios e comunidades e sublinha a

dimensão inovadora e transformadora da arte contemporânea em Portugal."

O encerramento do projeto terá lugar a 23 de maio, às 16h00, no Convento de S. Payo, com o

lançamento do catálogo e a apresentação do documentário do projeto. Nesse mesmo dia, às 19h00,

será apresentado o espetáculo “Arquitecturas da Água”, de Luís Bittencourt, no Palco das Artes. A

exposição ficará patente ao público até 23 de maio.

De referir que o projeto “DESAGUAR” é coordenado pela FBAC, em parceria com o Arquipélago –

Centro de Artes Contemporâneas (Açores) e a Galeria de Arte do Convento do Espírito Santo

(Câmara Municipal de Loulé), com o apoio da RPAC – Programa de Apoio a Projetos 2023.

Exposição “Devir-Água”

28 de março a 23 de maio de 2026

Local: Convento de S. Payo

Horário: sábados e domingos: 14h00 às 18h00

Curadoria: Mafalda Santos, com a colaboração da restante equipa curatorial: João Serrão e Mirian

Tavares (Loulé) e Jesse James (Açores).

Artistas representados: Ana Maria Pintora, Bertílio Martins, João Amado, Margarida Andrade, Milita

Doré, Patrícia Oliveira.

Notas biográficas dos artistas

Ana Maria Pintora (1959, Lisboa) estudou Filosofia na Universidade do Porto e reside em Vila Nova

de Cerveira. Desde 1976 colabora em animações culturais, performances e teatro de fantoches.

Fundou a Associação Cultural da Granja e participou na Cooperativa Nascente-Espinho (FAOJ).

Docente de Filosofia desde 1982, desenvolve em paralelo prática nas artes visuais, promovendo

oficinas e exposições em Portugal e no estrangeiro (Japão, Polónia, Turquia, Brasil).

Bertílio Martins (1984, Tavira) Licenciado em Artes Visuais (UAlg, 2011) e mestre em Comunicação,

Cultura e Artes (2016). O interesse pelo corpo humano e o uso expressivo da tinta-da-china

conduzem a composições onde fragmentos corpóreos flutuam ou submergem em atmosferas

líquidas, habitando estados de suspensão entre presença/ausência e fim/renascimento.

João Amado (1992, São Miguel, Açores) é artista visual autodidata. Trabalha a recolha, o

colecionismo e a recontextualização de imagens e objetos do mundo popular-tradicional e natural.

Com linguagem neossurrealista, convoca fantasia, onírico e transcendente. Expõe desde 2019; em

2021 realizou a sua primeira individual institucional “Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara”, no

Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas.

Margarida Andrade (1996, Ponta Delgada) parte da procura por práticas ambientalmente

sustentáveis e projetos comunitários, assumindo uma dimensão autocrítica. Entre as exposições

individuais, destacam-se: “No futuro também se usavam pincéis” (ACAC, 2022), com o lançamento

do livro “Décima Ilha; um herbário de plantas por nascer” (Galeria Fonseca Macedo, 2023); e “o mar

torna o horizonte numa miragem” (Festival Walk&Talk, 2018). Desde 2024, com o projeto “não me

esqueças”, realiza caminhadas comunitárias a partir do luto; daí nasce o trabalho sobre distribuição

hídrica em Portugal.

Milita Doré (Albufeira) viveu os primeiros 30 anos em França e trabalha atualmente no Algarve.

Interessa-se pela condição humana em contextos psicológicos e sociais, recorrendo a diversos

meios. Frequentou Teoria da Estética no Ar.Co e o curso experimental MOBILEHOME (Nuno Faria).

Licenciada em Artes Visuais (UAlg, 2018) e pós-graduada em Processos de Criação (2023). Expõe

 

regularmente desde 2004 e é membro das associações 289 e Alfaia.

Patrícia Oliveira (1983, Monção) é escultora e professora na Escola de Arte, Arquitectura e Design

da Universidade do Minho e no Instituto Politécnico de Viana do Castelo. Mestre em Escultura pela

Universidade do Porto. Desenvolve projetos transdisciplinares focados no espaço público e nas

questões de corpo e performatividade, trabalhando com vidro, têxteis e cerâmica. Interessa-se pela

relação entre arte, natureza, comunidade, produção e pela reflexão sobre género. Criou o projeto

 

Manufatura de Fronteira no Alto Minho.



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