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Diálogo entre Povos, Culturas e Religiões — Património, um caminho para a paz e o desenvolvimento?
Casa cheia no Fórum Cultural das Neves para refletir sobre o diálogo, o património e a paz
Por Administrador
Publicado em 27/04/2026 18:50
Regional
Freguesia Vila de Punhe

Diálogo entre Povos, Culturas e Religiões — Património, um caminho para a paz e o desenvolvimento? 
Casa cheia no Fórum Cultural das Neves para refletir sobre o diálogo, o património e a paz

O Fórum Cultural das Neves recebeu, no passado dia 25 de abril, o colóquio “Diálogo

entre Povos, Culturas e Religiões – Património, caminho para a paz e o

desenvolvimento”, numa iniciativa organizada pelo Núcleo Promotor do Auto da

Floripes 5 de Agosto, em parceria com as autarquias de Vila de Punhe, Mujães e

Barroselas.

A sessão abriu com as intervenções institucionais de Tiago Barbosa, pelo Núcleo

Promotor do Auto da Floripes, de Bruno Guimarães, como Presidente da Junta de

Freguesia de Vila de Punhe e de Manuel Vitorino, Vice-Presidente da Câmara

Municipal de Viana do Castelo, que destacaram o significado da data — o Dia da

Liberdade — e a importância da cultura e do património como espaços de encontro,

respeito e convivência entre povos.

O colóquio contou com a participação do Sheik David Munir, imã da Mesquita Central

de Lisboa, e do Professor Álvaro Campelo, antropólogo, tendo a moderação estado a

cargo de Pedro Amaro Santos, mediador intercultural e fundador da associação

MEERU – Abrir Caminho. Um painel diverso e de qualidade que surpreendeu e

amarrou o público até ao último instante. Houve ainda momentos particularmente

emocionantes, com a poesia declamada por Carlos Quintas Neves e a interpretação

de “Somos Livres” por Lara Escoval, a nossa Floripes, envergando o seu traje. Dois

momentos de grande intensidade e beleza que marcaram todos os presentes.

A forte adesão do público, que encheu completamente o auditório, surpreendeu

positivamente a organização e confirmou o interesse da comunidade por momentos de

reflexão sobre temas atuais e essenciais.

Ao longo da manhã refletiu-se sobre o papel do diálogo inter-religioso e intercultural

num mundo cada vez mais diverso. O património surgiu como elemento central desta

reflexão: mais do que memória do passado, revelou-se uma verdadeira linguagem

comum capaz de aproximar culturas e promover entendimento.

O Auto da Floripes, tradição maior da nossa comunidade, foi apresentado como

exemplo vivo dessa transformação simbólica. Nascido do confronto entre o bem e o

mal, assume hoje um novo significado — o de ponte entre culturas, espaço de

encontro e mediador de diálogo entre diferentes tradições e visões do mundo.

Num ambiente de partilha, escuta e participação ativa, o colóquio afirmou o património

cultural como caminho possível para a paz, para o desenvolvimento e para o

fortalecimento das comunidades.

A comunidade do Vale do Neiva demonstrou, uma vez mais, que a cultura continua a

ser um lugar de encontro, reflexão e esperança.

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