Município de Viana do Castelo desenvolve Programa Municipal de
Monitorização Ambiental dos rios Rios Lima, Âncora e Neiva
O Município de Viana do Castelo está a desenvolver um Programa Municipal
para reforçar a Monitorização Ambiental do rio Âncora e do rio Neiva, à semelhança do
que já vem realizando no rio Lima, iniciativa que visa aumentar a proteção ambiental,
o conhecimento científico e a valorização ecológica dos mais importantes cursos de
água do concelho.
A monitorização ambiental e da qualidade da água do rio Lima e também do
mar, em diversas praias, já tem sido desenvolvida pelo município há vários anos,
através da realização de análises microbiológicas, da avaliação de propriedades físico-
químicas e do estado ecológico das águas e das envolventes terrestres,
complementando as avaliações também realizadas pela Agência Portuguesa do
Ambiente e do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, bem como a
monitorização de outras linhas de água do território sempre que se verificam maiores
pressões ambientais.
O programa agora em desenvolvimento para o rio Âncora e para o rio Neiva e
respetivos afluentes pretende criar um sistema permanente de vigilância ambiental,
através da monitorização da evolução microbiológica, físico-química e ecológica dos
rios, permitindo uma resposta mais eficaz perante eventuais situações de degradação
ambiental ou alterações na qualidade das águas.
Entre os principais objetivos desta iniciativa encontram-se a prevenção e a
deteção precoce de situações anómalas, o reforço da capacidade técnica de apoio à
tomada de decisão e a promoção de maior transparência e confiança pública
relativamente ao estado ambiental dos rios. O projeto visa igualmente contribuir para a
proteção dos recursos piscícolas, dos habitats ribeirinhos e da biodiversidade associada
aos rios, assumindo particular relevância num contexto marcado por diversas pressões
sobre os ecossistemas aquáticos e pela necessidade de preservar os recursos naturais
do território.
Este Programa implica também uma abordagem colaborativa e participada,
envolvendo as entidades públicas competentes, a comunidade científica, associações
locais, juntas de freguesia e cidadãos, numa lógica de valorização do património
natural e de reforço da cultura de responsabilidade ambiental.
