Estação Salva-Vidas de Viana do Castelo reforçada com embarcação “de excelência” reconstruída na NavalLethes
A partir desta terça-feira, a Estação Salva-vidas de Viana do Castelo está
reforçada com uma embarcação reconstruída na NavalLethes. O Presidente da Câmara,
Luís Nobre, acompanhou hoje o Diretor-Geral da Autoridade Marítima (DGAM), Vice-
almirante Nuno Chaves Ferreira, na entrega de três embarcações reconstruídas pela
empresa vianense e entregues ao Instituto de Socorros a Náufragos.

O Diretor-Geral da Autoridade Marítima explicou que estas três embarcações,
construídas originalmente entre 2009 e 2011, utilizaram “meia vida útil” e estavam
inoperacionais há cerca de dois anos, tendo de sofrer revisão e recuperação “para
voltarem a garantir todas as condições de segurança” e sido alvo de intervenções de
modernização. Uma das embarcações fica então em Viana do Castelo e as outras vão
reforçar Cascais e a Nazaré.

Valorizou a “ligação de confiança existente com Viana do Castelo e o Município,
que temos vindo a reforçar” e, por isso mesmo, revelou que “nesta terra de mar, os
marinheiros sentem-se em casa”.
O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo afirmou ser uma
“satisfação enorme” poder marcar presença “em mais um momento de sucesso da
NavalLethes”, naquele que considerou ser “o reconhecimento das profícuas relações do
Município com a Autoridade Marítima Nacional e a Marinha”, que evidencia igualmente
“a excelência das nossas empresas”.

“É motivo de orgulho podermos ajudar a dar resposta a este desafio global que
é proteger a nossa soberania, a nossa autoridade, o nosso país. Por isso mesmo,
estamos absolutamente comprometidos com a estratégia e a convocação de todo o
país para esta defesa nacional”, indicou Luís Nobre. “É um privilégio termos em Viana
do Castelo empresas que conseguem acompanhar os desafios e dar uma resposta local
a um desafio nacional”, realçou.
O autarca reconheceu que “em Viana do Castelo, os equipamentos necessários
já estavam garantidos, mas ficam agora melhorados para apoio à população,
contribuindo para um fundamental ambiente de segurança, particularmente num
território com atividade piscatória relevante e onde o turismo náutico tem crescido”.
“Este novo meio vem reforçar o ambiente de confiança e segurança para quem
exerce a sua atividade piscatória, para quem visita Viana em lazer ou para turismo
desportivo”, defendeu.

Já Francisco Portela Rosa, administrador da NavalLethes, indicou que estas três
embarcações, que atingem 40 nós de velocidade (correspondente a 80 quilómetros por
hora), representam a última fase de um concurso público que ascendeu a 475 mil
euros, dando resposta a “um desafio de relevância nacional da maior importância para
o país”. O responsável considerou que “não devemos deitar fora o que pode e deve ser
recuperado”, indicando que a reconstrução destas três embarcações correspondeu a
um trabalho de cerca de dois meses e meio.
“Vão responder às difíceis exigências de operacionalidade que esta atividade
exige, na salvaguarda de pessoas, em contexto de salvamento marítimo, na
salvaguarda da vida humana”, esclareceu.


