Desafio OW Extreme Challenge 2026: seis nadadores completam, pela primeira vez, a travessia em águas abertas entre um parque eólico offshore e a costa portuguesa
· No sábado, a Ocean Winds organizou o OW Extreme Challenge 2026, uma inédita travessia de 20 quilómetros em águas abertas, entre o parque eólico offshore WindFloat Atlantic e o continente, com chegada a Viana do Castelo.
· O desafio reuniu o Presidente da Federação Portuguesa de Natação e mais cinco nadadores de elite de águas abertas, que concluíram com sucesso a travessia.
A Ocean Winds (OW) — joint venture detida em partes iguais pela EDP Renewables e pela ENGIE, e responsável pelo desenvolvimento, propriedade e operação do projeto WindFloat Atlantic, um parque eólico flutuante semissubmersível de 25 MW, o primeiro do mundo, localizado a cerca de 20 quilómetros da costa de Viana do Castelo — fez história neste sábado, dia 18 de julho, com a realização do OW Extreme Challenge 2026, a primeira travessia em águas abertas entre um parque eólico offshore e a costa portuguesa.

Organizado em colaboração com a Câmara Municipal de Viana do Castelo, a Federação Portuguesa de Natação, o Clube de Vela de Viana do Castelo, a Associação de Nadadores-Salvadores Coordenada Decimal, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo e o Hotel AP Dona Aninhas, o evento teve como destaque uma inédita travessia de 20 quilómetros em águas abertas, entre o parque eólico offshore WindFloat Atlantic e a costa de Viana do Castelo.
A travessia foi concluída com sucesso por seis nadadores profissionais de águas abertas, liderados por Miguel Arrobas, Presidente da Federação Portuguesa de Natação. Acompanharam-no a nadadora olímpica de águas abertas e natural de Viana do Castelo, Vânia Neves, bem como os atletas de elite Marco Vantaggiato, Jorge Viegas Faria, Bernardo Ferreira e Mauro Inácio. A partida teve lugar às 10h28, junto ao WindFloat Atlantic, tendo os nadadores chegado à Praça da Liberdade, em Viana do Castelo, pelas 15h10.

O relógio do pórtico de chegada da Praça da Liberdade assinalava as 04h42min41s que foi o tempo que durou a travessia entre o parque eólico e a costa. Este desafio foi muito mais do que um evento desportivo, ao longo do percurso, inúmeros residentes acompanharam os nadadores a partir da linha costeira, demonstrando o entusiasmo gerado pela iniciativa. Enquanto os atletas enfrentavam esta desafiante travessia rumo a terra, o OW Extreme Challenge 2026 evidenciou como as infraestruturas eólicas offshore e as comunidades locais podem coexistir e reforçar-se mutuamente, tendo o desporto como elemento de ligação.

Este desafio assinalou também o sexto aniversário da entrada em operação do WindFloat Atlantic. Desde a sua inauguração, o projeto afirmou-se como uma referência internacional na energia eólica offshore flutuante e como um motivo de orgulho para Viana do Castelo e para Portugal. Atualmente, o WindFloat Atlantic é reconhecido não só pelo seu contributo para a transição energética, mas também pelo impacto positivo que continua a gerar a nível local, através de parcerias com instituições, organizações e a comunidade.
Esta ligação entre as pessoas, o oceano e o vento, os três elementos que estão na essência da atividade da Ocean Winds, reflete-se também na experiência do kitesurfista Pedro Afonso que, no âmbito de uma parceria estabelecida em 2024, teve a oportunidade de explorar o parque eólico offshore WindFloat Atlantic em kitesurf.
Através de iniciativas como esta, a Ocean Winds reforça o seu compromisso com o desenvolvimento, a propriedade e a operação de parques eólicos offshore em harmonia com o ecossistema envolvente, ao mesmo tempo que prossegue a sua ambição de liderar a expansão da energia eólica flutuante e de concretizar todo o seu potencial à escala global.

José Pinheiro, Country Manager da Ocean Winds para a Ibéria, afirmou:
“Na Ocean Winds, trabalhamos para gerar valor para a comunidade de Viana do Castelo, não só através da operação do projeto WindFloat Atlantic, mas também por meio de iniciativas como esta, que promovem valores como o espírito pioneiro, a determinação, a resiliência e a capacidade de superar desafios: valores que unem o desporto de alta competição e a nossa atividade. Estes princípios ficaram bem patentes na travessia de aproximadamente 20 quilómetros em águas abertas realizada pelos atletas, tal como orientaram o nosso trabalho ao longo das diferentes fases de desenvolvimento, construção e operação do parque eólico offshore WindFloat Atlantic.”
Luís Nobre, Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, afirmou:
“Viana do Castelo afirmou-se, uma vez mais, como um destino de excelência para a prática desportiva ao acolher o OW Extreme Challenge 2026. A localização do parque eólico offshore WindFloat Atlantic, aliada às condições únicas do nosso mar e da nossa frente ribeirinha, proporcionou o cenário ideal para este desafio inédito, protagonizado por atletas de alta competição. Foi com grande satisfação que acolhemos os participantes, a Ocean Winds, entidade organizadora da iniciativa, e todos os parceiros envolvidos, desejando-lhes uma experiência marcada pela superação, pelo espírito de equipa e pelo fair play. Este evento constituiu igualmente uma oportunidade para dar a conhecer a beleza e a excelência de Viana do Castelo.”
Miguel Arrobas, Presidente da Federação Portuguesa de Natação, destacou:
“Foi com enorme satisfação que a Federação Portuguesa de Natação se associou a esta iniciativa, que representa na perfeição os valores da natação em águas abertas: coragem, resiliência, espírito de aventura e ligação ao mar. Queremos que cada vez mais portugueses descubram esta vertente da modalidade, que desafia os limites individuais e proporciona uma experiência única de contacto com a natureza. Esta travessia assumiu também um significado especial por estar associada à valorização do mar português e ao desenvolvimento de projetos de energia eólica offshore, fundamentais para um futuro mais sustentável. Para além do seu contributo para a transição energética, estes investimentos demonstram a capacidade de criar novas áreas de proteção e desenvolvimento da biodiversidade marinha, promovendo o crescimento e a diversificação da vida no mar. É um exemplo claro de como o desporto, a inovação e a economia azul podem caminhar lado a lado na construção de um futuro mais sustentável para Portugal.”
