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Aprovado concurso público de 1,2 milhões de euros para criação de Polo de Arqueologia de Viana do Castelo
Por Administrador
Publicado em 23/07/2026 15:36
Viana do Castelo
Câmara Municipal de Viana do Castelo

Aprovado concurso público de 1,2 milhões de euros para criação de
Polo de Arqueologia de Viana do Castelo

 

O executivo municipal aprovou, por unanimidade, esta quinta-feira, em reunião

ordinária, a abertura de concurso público, peças e nomeação de júri para a empreitada

de “Execução do Polo de Arqueologia – Viana do Castelo”, por um valor base de 1,230

milhões de euros, a ser implementado na Zona Empresarial da Praia Norte.

De acordo com a proposta, apresentada pelo Presidente da Câmara Municipal

de Viana do Castelo, Luís Nobre, o projeto de execução do Polo de Arqueologia foi

desenvolvido para dar cumprimento aos objetivos do programa e linhas de ação do

Plano de Ação Regional para a Cultura Norte 2030 (NORTE 2030-2025-15, Aviso de

financiamento visa apoiar a criação e operacionalização de uma rede regional de

estruturas, com cobertura NUTS II e de escala intermunicipal).

Assim, o projeto foi desenvolvido de modo a garantir condições adequadas de

depósito, inventário, preservação, digitalização, gestão e acesso, para investigação e

mediação, a espólios resultantes de intervenções de Arqueologia. Visa promover a

qualificação de serviços de Arqueologia de base local e regional e visa também

promover a produção de conhecimento arqueológico sobre o território, realizada no

território.

Tem também como propósito promover a integração de tecnologias digitais na

divulgação e mediação de património arqueológico; promover a valorização cultural e

turística do património arqueológico.

A empreitada, com prazo de execução de 365 dias, consiste na “recuperação e

requalificação de um edifício existente, em que o seu interior vai ser todo modificado e

adaptado para as novas funções, incluindo todas as ligações de infraestruturas ao

existente”, na Zona Empresarial da Praia Norte.

De acordo com a Memória Descritiva, “no edifício existente com dois andares,

com uma área de implantação de aproximadamente 600m2, procedeu-se a novo

desenho das plantas, de acordo com o programa pré-estabelecido de maneira a

satisfazer e criar as valências necessárias para o seu novo uso”.

“Os princípios gerais são destinar o rés-do-chão maioritariamente a triagem e

armazenamento de espólio arqueológico” e, “ao nível do 1º andar, a distribuição em

planta contempla os serviços a desenvolver em laboratório e respetivos gabinetes de

trabalho, assim como o gabinete de direção e área destinada ao público

maioritariamente estudantil e investigadores que o edifício receberá”.

“Propõe-se um módulo cápsula, para tratamento das canoas, já que estas serão

submergidas em tanque descontaminante e necessitam largos anos de estágio na sua

preparação. Dadas as características especificas desta intervenção, concretamente a

difícil temperatura ambiente estável, assim como a submersão em líquidos específicos,

que produzem sempre alguma contaminação no ambiente de trabalho, optou-se por

construir no logradouro a poente, em alinhamento com construções vizinhas, o que se

designou por Cápsula de tratamento das canoas”, refere a memória descritiva.

Em termos de plantas, destaca-se ao nível do rés-do-chão a generosa área

destinada a espólio nas suas várias fases, desde a receção à conservação e estudo,

assim como compartimentos específicos (desde espaço para ferramentaria, químicos,

secos e demais arrumos variados necessários à atividade). A este nível, também se

destaca a zona de receção de público, com acesso e circulação separada, e a

possibilidade de, no primeiro espaço junto à entrada, ser possível produzir

apresentações e palestras.

Ainda em termos de valências, para quem visite o Polo Arqueológico, criou-se

no 1º piso uma sala polivalente de estudo e convívio, com dimensão generosa que

pode também servir para apresentações e palestras com público mais numeroso.

O executivo aprovou ainda a autorização de despesa e aprovação da repartição

dos encargos do contrato para os anos 2026 e 2027, sendo que 217.449 euros

correspondem ao presente ano e 1.087.248 euros serão suportados pelo orçamento de

 

2027.


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