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CHEGA exige esclarecimentos sobre mensagem política ofensiva exibida no Festival de Vilar de Mouros
Por Administrador
Publicado em 20/08/2026 08:39
Regional
CHEGA – Viana do Castelo

COMUNICADO DE IMPRENSA

 

CHEGA exige esclarecimentos sobre mensagem política ofensiva exibida no Festival de Vilar de Mouros

 

A Distrital do CHEGA de Viana do Castelo manifesta o seu repúdio pela mensagem “FUCK CHEGA” exibida no palco do Festival CA Vilar de Mouros durante a atuação da banda britânica Lambrini Girls e exige esclarecimentos públicos por parte da organização do festival e uma posição clara da Câmara Municipal de Caminha.

A liberdade artística e a liberdade de expressão são valores fundamentais numa democracia. Mas liberdade de expressão não significa ausência de responsabilidade, sobretudo quando os meios técnicos e o palco de um festival desta dimensão são utilizados para projetar uma mensagem ofensiva dirigida a um partido político que representa mais de um milhão de portugueses.

Há, por isso, questões que precisam de ser respondidas.

A organização tinha conhecimento prévio das mensagens que seriam projetadas durante o espetáculo? O conteúdo visual apresentado nos ecrãs foi previamente comunicado, validado ou acompanhado pela produção? Como é possível uma mensagem desta natureza ser projetada através dos meios de um festival sem que exista qualquer conhecimento ou controlo por parte da organização?

Num evento desta dimensão, com produção, meios audiovisuais e programação preparados antecipadamente, é legítimo exigir que a organização esclareça o que sabia e qual foi a sua intervenção.

Esta situação causa ainda maior perplexidade perante declarações públicas atribuídas à direção do festival sobre a contratação de artistas com mensagens políticas. Não podem existir critérios diferentes consoante a orientação política da mensagem. Se há limites, têm de ser iguais para todos.

A Distrital do CHEGA exige também que a Câmara Municipal de Caminha se pronuncie e se demarque claramente do sucedido. Vilar de Mouros é um dos acontecimentos de maior projeção do concelho e não é aceitável que uma situação desta gravidade seja simplesmente ignorada.

Não pretendemos censurar artistas nem impedir manifestações políticas. Pretendemos saber quem sabia, quem autorizou e como foi possível utilizar o palco e os meios técnicos do festival para uma mensagem ofensiva dirigida a um partido democrático.

Discordar faz parte da democracia. Criticar faz parte da democracia. O insulto não pode ser normalizado nem ter dois pesos e duas medidas consoante o alvo.

O CHEGA aguarda esclarecimentos da organização do Festival de Vilar de Mouros e uma posição pública da Câmara Municipal de Caminha.

 

Assessoria de Comunicação

CHEGA – Distrital de Viana do Castelo

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