Doação do “Balançuela Segundo” permite reabilitar embarcação e colocá-la ao serviço da cidade
O executivo municipal aprovou, esta terça-feira, em reunião ordinária, a
proposta para que seja firmado um Contrato de Doação da embarcação “Balançuela
Segundo”, a ser firmado entre a TINITA – Transportes e Reboques Marítimos, S.A. e o
Município vianense.
A TINITA – TRANSPORTES E REBOQUES MARÍTIMOS, S.A., com sede em Viana
do Castelo, é uma sociedade que se dedica, entre outros serviços marítimos, à
exploração de tráfego fluvial e costeiro, serviços de reboques portuários e oceânicos,
salvamento e combate à poluição das águas. O “Balançuela Segundo”, construído na
Alemanha em 1908 e adquirido pela TINITA em 1969, iniciou a sua atividade em
Portugal ao serviço do Porto de Lisboa, tendo posteriormente sido transferido para
Viana do Castelo, onde, durante décadas, desempenhou funções de rebocador.
A proposta de contrato de doação, apresentada pelo Presidente da Câmara
Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, indica que Viana do Castelo possui uma
forte identidade marítima, profundamente ligada ao seu porto, à construção naval e à
atividade desenvolvida ao longo de gerações pelas suas comunidades marítimas; e que
ao longo da sua permanência no Porto de Viana do Castelo, o “Balançuela Segundo”
participou no apoio à movimentação de centenas de navios, tornando-se parte da
memória e da paisagem portuária da Cidade, estando a sua história diretamente ligada
à atividade marítima que marcou o desenvolvimento económico e social de Viana do
Castelo;
De acordo com declaração emitida pela Capitania do Porto de Viana do Castelo,
em 14 de agosto de 2026, o “Balançuela Segundo” não dispõe de Certificado de
Navegabilidade válido desde 1 de agosto de 2012, não se encontrando, na sua
situação documental atual, habilitado a navegar, constituindo, contudo, “um
testemunho material singular da história marítima e portuária da Cidade, cuja
preservação se reveste de relevante interesse patrimonial e cultural”.
Nesse sentido, é intenção do Município, numa fase posterior, «promover a sua
reabilitação e a instalação em espaço público adequado, preferencialmente junto ao
mar e em local que permita manter viva a relação do “Balançuela Segundo” com a
Cidade e com o respetivo Porto onde navegou e trabalhou durante tantos anos».
A proposta indica ainda que preservação do “Balançuela Segundo” poderá
constituir ainda um novo elemento de valorização cultural e turística, contribuindo para
reforçar a identidade marítima de Viana do Castelo e para transmitir às gerações
futuras a história do seu porto e das pessoas que nele trabalharam.