50.º Aniversário da EDV marcado pela inauguração simbólica da Praça
Viana e momento evocativo da memória da antiga Praça de Touros com escultura de Rita GT
A Câmara Municipal de Viana do Castelo inaugurou ontem, na presença do
Secretário de Estado do Desporto e do Presidente da Câmara Municipal, a inauguração
da Praça Viana, que integrou a Gala da Escola Desportiva de Viana e um momento
evocativo da memória da antiga Praça de Touros, com a inauguração da obra
escultórica “8”, da autoria de Rita GT e que se inspira na memória e nos seus oito
fundadores.

A iniciativa, de caráter sobretudo simbólico, assinala a reabilitação e
refuncionalização da antiga Praça de Touros da cidade, num investimento aproximado
de cinco milhões de euros, permitindo que esteja ao serviço da formação desportiva e
do desporto dos vianenses, nomeadamente da EDV, que ontem assinalou os seus
cinquenta anos de existência.
A antiga arena, com uma área de 3.800 metros quadrados e cerca de 65
metros de diâmetro, transformou-se numa estrutura multifunções, que serve o
desporto e os jovens, apta para a prática de várias modalidades em simultâneo. De
acordo com a memória descritiva do projeto, este “foi elaborado tendo como base o
edifício existente e mantendo as caraterísticas arquitetónicas do mesmo ao nível da
fachada exterior e volumetria”. Lê-se ainda que “a forma, a implantação, e a estrutura
principal do edifício atual será mantida, mas a função é adaptada à sua vertente
desportiva”.

Assim, O piso térreo conta com áreas comerciais destinadas a comércio e
serviços, com acesso pelo exterior e independentes do edifício principal; receção,
secretaria e administração; balneários; salas de treino / aquecimento; área de
Ginástica Rítmica e Artística / Campo de Jogos; área de Ginástica de Trampolins e
Saltos; campo de jogos e área técnica. Já o piso 1 terá bancada de 240 lugares,
restaurante, bar, cozinha e instalações sanitárias públicas.
Recorde-se que a reconversão da antiga praça de touros, desativada desde
2009, viu a sua função evocada através da obra de Rita GT, que classificou a escultura
como “um espaço de continuidade e transformação, onde a memória é reativada e
ganha novos significados”.
