Dados oceânicos recolhidos na costa de Viana do Castelo integram a primeira Bienal Internacional da Água
Os dados do oceano recolhidos ao largo da costa de Viana do Castelo vão estar
representados na primeira edição da Bienal da Água – The Traces of Water, um dos mais
relevantes eventos internacionais dedicados à relação entre arte, ciência e ambiente. A
Uma obra desenvolvida no âmbito da residência europeia Aqua Motion é a única do
programa a integrar o catálogo oficial da Bienal e poderá ser visitada em Viana do Castelo.
A instalação See-Waves: Echo I, desenvolvida pelos artistas-investigadores José
Teibão e Becken Filipe (PineWave Art Lab), é a única obra resultante das residências
artísticas S+T+ARTS Aqua Motion a integrar a programação curatorial e o catálogo oficial
da Bienal, que decorre até 6 de setembro, em Cascais, reunindo cerca de 80 artistas
contemporâneos internacionais.

Promovida pela INOVA+, em parceria com a Câmara Municipal de Viana do Castelo,
através do projeto europeu Viana STARTS, a residência artística deu origem a uma
instalação que cruza arte, ciência e tecnologia a partir de dados oceânicos
recolhidos em tempo real na costa vianense.
A obra transforma esses dados em vibrações que se propagam sobre a superfície da
água, tornando visíveis fenómenos normalmente impercetíveis ao ser humano e
proporcionando uma experiência sensorial que convida o público a refletir sobre a relação
entre o oceano, a tecnologia e os ecossistemas marinhos.
Embora See-Waves: Echo I integre oficialmente a Bienal da Água – The Traces of
Water, a instalação será apresentada fisicamente em Viana do Castelo, na Quinta
da Boa Viagem, a partir de 25 de julho, mediante marcação através do endereço
pinewaveart@gmail.com .
A opção de manter a obra no território onde foi concebida reforça a
ligação à investigação desenvolvida sobre a costa de Viana do Castelo e permite
ao público experienciar a instalação no contexto que lhe deu origem.
Integrada na exposição "Fuentes", com curadoria de Margarita Aizpuru, a obra
dialoga com artistas que exploram a água enquanto elemento de transformação, memória
e reflexão crítica. A Bienal da Água é dirigida pelo curador-geral Demetrio Paparoni e pela
coordenadora-geral Consuelo Ciscar, reunindo nomes incontornáveis da arte
contemporânea internacional, entre os quais Joana Vasconcelos, Anish Kapoor e Yoko Ono.
Sobre a instalação See-Waves: Echo I
Desenvolvida no âmbito da residência europeia S+T+ARTS Aqua Motion, See-
Waves: Echo I utiliza dados oceânicos recolhidos na costa de Viana do Castelo para criar
uma instalação imersiva que transforma informação científica em linguagem artística. A
obra revela movimentos invisíveis do oceano através de vibrações propagadas sobre a
água, aproximando o público da ciência através de uma experiência sensorial e reforçando
a importância do conhecimento científico para a compreensão e preservação dos
ecossistemas marinhos.
Sobre o S+T+ARTS Aqua Motion
É um programa europeu financiado pelo Horizonte Europa que promove a
colaboração entre arte, ciência, tecnologia e inovação para responder a desafios ligados à
água e aos ecossistemas. Em Viana do Castelo, o programa é desenvolvido pela INOVA+,
em articulação com a Câmara Municipal de Viana do Castelo, através do Viana STARTS,
acolhendo cinco residências artísticas internacionais: Attuning to Absence, de Tatiana Rosa
e Pedro Matias; See-Waves, de José Teibão e Becken Filipe; Syzygy of the Tides, de Kerrie
O'Leary; FluidScope, de Hila Mor; e Salt Mouth, de A Recoletora.
As residências são desenvolvidas em estreita colaboração com parceiros locais,
entre os quais o Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), através da Unidade de
I&D ProMetheus, o Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA), a Explore
Iberia, a Cooperativa Tecnológica de Viana do Castelo, a Dínamo10 e a Associação
Empresarial do Distrito de Viana do Castelo (AEDVC).
Os projetos encontram-se atualmente na fase de scale-up e serão apresentados
publicamente em Viana do Castelo entre setembro e outubro de 2026.